A viagem foi o próprio samba do crioulo doido em matéria de locomoção. Tomei 8 aviões e estive em 5 aeroportos diferentes, cada um com seus códigos, para todas as informações que precisei. Não adianta ter experiências em outros aeroportos, pois, cada um tem sua linguagem. Assim, quando achei que o pulo do gato para localizar as bagagens era só seguir a seta baggages,no outro havia a seta sobre o desenho de uma mala estilizada. E assim foi de aeroporto em aeroporto. As informações sobre os gates num vôo com conexão, às vezes eu encontrava numa telinha dentro do próprio avião,em outro vôo foi na base do “se vira malandro” e acabei achando num espaço qualquer do aeroporto. Interessante é que sou uma pessoa estressadinha quando atendo encanadores, eletricistas, técnicos para conserto de algum eletro doméstico, mas, naquelas ocasiões, com apenas 1 hora entre uma conexão e outra, eu, mais perdida que cego em dia de tiroteio, me mantinha bastante relax. Só vou contar um caso em que até derramei umas lágrimas: foi no aeroporto de Veneza, de onde faria escala em Zurique, para o destino final que era Genebra. Numa tela encontrei que deveria ir para o guichê 40. Fui até lá, seguindo as instruções de um funcionário do aeroporto. Acontece que estava escrito Lufthansa. Perguntei a alguns passageiros que estavam numa fila neste guichê e todos iam voar pela Lufthansa. Acontece que eu ia pela Swiss Air e assim, voltei a falar com o funcionário, e foi nessa ocasião que derramei as lágrimas porque além de tudo estava com um tremendo complexo de culpa porque não tinha feito o self check in. Estava acostumada a ter o meu check in feito por funcionárias das companhias aéreas. Bem, o funcionário disse para eu me acalmar e voltar no guichê 40. Desta vez perguntei a um casal se estava indo pela Lufthansa e como eu poderia ser atendida ali se estava voando por outra companhia. Ele deu um sorrisão e disse que as companhias eram a mesma e ainda me apontou um Star Alliance escrito abaixo do Lufthansa. Foi aí que relaxei e principalmente depois de encontrar uma moça que tinha visto no vôo para Veneza e ia tomar o mesmo vôo que eu.

Depois de relatar minhas experiências em matéria de locomoção para Amsterdam, Viena, Veneza e Genebra, em 10 dias, vou primeiro explicar porque decidi fazer esta viagem em tão curto período de tempo. Comecei minhas pesquisas nas correspondências que recebo de agências de turismo e através delas vi que nas excursões, o tempo em que elas se detinham em cada cidade era de 2 a 3dias. Depois passei a pesquisar na Internet os pontos turísticos das cidades para onde iria. De posse das informações resolvi ficar 2 dias em Amsterdam, 3 em Viena, 2 em Veneza e finalmente os últimos 2 dias em Genebra.

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