Relato de uma Professora de Matemática, no Brasil:

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58.

Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas.

A balconista pegou o dinheiro e ficou  olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se  convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Ficou com lágrimas nos olhos  enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem  entender.

Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do  ensino de matemática desde 1960, que foi assim:

1. Ensino de  matemática em 1960:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$  100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de  venda .
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um  cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção  desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.
Qual é o  lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um  carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$  80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de  lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro  de lenha é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o  lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00  ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em  2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo  de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está  certo?
( )SIM ( )  NÃO

6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um  carro de lenha por R$100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler coloque um ‘X’ no R$ 20,00.
( )R$ 20,00  ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

                        Isto me foi passado pela Luma:

                        http://luzdeluma.blogspot.com

                        http://luzdeluma.wordpress.com

            Depois de ter estudado interna durante quatro anos, em 1950, entrei numa escola pública. Lá só estudava “La crème de La crème” dos alunos que realmente se dispunham a estudar e muito. Entrar no Colégio Estadual Presidente Roosevelt era como passar na FUVEST. Meu marido, que na ocasião, morava no interior, conhecia a fama do colégio. A escola realmente era a melhor, mas naquela época todas as escolas públicas o eram. Os anos se passaram e a escola pública começou a degringolar. A ditadura militar acabou  por levá-las a falência. Não era interessante para o governo que o povo pensasse. O governo militar encerrou-se há mais de duas décadas, mas, em matéria de ensino o Brasil parece só retroceder, conforme a exposição do relato de uma professora de matemática. Aonde esta situação irá nos conduzir?

  

 

 

 

 

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