Não sabia nada sobre o Afeganistão, nem sobre o Taleban.

 

         Fui introduzida neste mundo através da leitura dos livros de Khaled Hosseini, “O caçador de pipas” e “A cidade do Sol”. Fiquei com muita pena do povo afegão e horrorizada com o Taleban.

 

        São consideradas “anti-islâmicas”, com penalidades que vão do açoitamento à decapitação, assistir TV a cabo, cantar, dançar, vender DVDs (e por extensão, comprá-los), criticar o taleban, raspar barbas, autorizar meninas a ir à escola, mulheres saírem à rua sem a companhia de um homem e nem sei que outras atividades.

 

        No livro “Caçador de pipas”, há também uma divisão de classes, muito próxima da divisão em castas. Por falar nisso, a nova novela de Glória Perez, enfoca com bastante ênfase, as castas nas Índias. Não acompanho o folhetim, mas, vejo chamadas que explicitam estas tradições naquele país.

 

        A casta dos intocáveis é desumana. Num país onde vacas são sagradas, o intocável tem valor inferior aos  dejetos deste animal.

 

        Aprendi que temos que respeitar as tradições de um povo, de uma religião, mas às vezes é difícil engolir, sem fazer qualquer crítica, tradições que nos remetem à Idade das Trevas.

 

        Pelo pouco que sei da novela, parece que na Índia, se alguma tradição não for seguida, ao menos não há os castigos que o taleban aplica naqueles que transgridem as regras impostas.

 

        Estamos no século XXI, com o homem sempre nos surpreendendo com novas descobertas, um mundo de alta tecnologia, onde, talvez, futuramente, párias sejam os que não as dominam. Como justificar que algumas sociedades ainda estejam mergulhadas em tradições que nos remetem à Idade das Trevas?