Não sou retardada, nem tenho pouca escolaridade. Não consigo achar a explicação para o fato de não entender os seriados da TV a cabo.

 

        Vejo chamadas informando que House está no 100º capítulo. O último que assisti só entendi quando ele fez o  diagnóstico final. Os diálogos paralelos foram acima da minha compreensão.

 

        Lost e Heroes  são outros que não entendo nada. Tem também uns CSI da vida que assisto dizendo a mim mesma: hei de vencer e entender. Mas, vã ilusão. Aquelas autópsias todas e os resultados que os legistas encontram permanece um grande mistério para mim. Os softwares que eles usam, para interpretar indícios, acho que só pode ser ficção científica. Será que realmente os computadores conseguem achar tanta coisa?

 

 

        Tem a historinha do Clark Kent e da Lois Lane. Sempre achei a história simpática e até torcia para um happy end do casal. Mas, no seriado Smalville, o que era a saga do Super-Homem e seus problemas com a kriptonita, se transforma numa história de vários com super poderes, uma jovem com um cérebro que põe computadores no chinelo, e a história romântica acaba se transformando num emaranhado de várias histórias, para mim indecifráveis.

 

        Gosto do Cold Case, também bastante complicado, mas outro dia achei a explicação. A trama é em cima do descobrimento da autoria, motivos, etc. para casos que aconteceram num passado  remoto. Daí o nome, em tradução livre, de caso “frio”. No vai e vem da investigação eles colhem depoimentos de pessoas geralmente na casa dos sessenta ou por aí, e retratam a cena como se elas tivessem acontecido, com os personagens geralmente na casa dos vinte, trinta anos. Tchê, quanta diferença! As moças e rapazes, nesta idade são sempre bonitos e eu tenho um calcanhar de Aquiles no que diz respeito a esse assunto.

 

        Há uns tempos fiz um post com o nome: “Tenho saudades”. Nele dizia que não tenho saudades da juventude (em si) pois a minha idade me traz o conforto de não ter obrigações, da possibilidade de dispor meu tempo da maneira que melhor me apraz, além de outras vantagens. Do que tenho saudades é do tempo que era bonita. Deve ser por isto que gosto do Cold Case, por mostrar como as pessoas são enquanto estão sendo feitas as investigações, mas, como foram bonitas em décadas anteriores.

        Lamento, mas isto é realmente meu calcanhar de Aquiles.

 

        Há um seriado, entretanto, que não perco em hipótese alguma, mesmo que seja repetido. São os seriados com os casos do hilariante detetive Monk, que assisto semanalmente na Universal (canal 43 da Net), aos domingos, às l9 horas. Esse eu entendo tudo, tudo.

 

        Os outros, eu torno a repetir, porque eu não entendo os seriados da TV.?

   

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