A primeira notícia foi veiculada no Jornal Nacional. É a que se segue:

 

VATICANO DEBATE RELAÇÃO  ENTRE A  FÉ E A TEORIA DE  DARWIM

 

                                               

       A Teoria da Evolução diz que cada espécie descende de uma seleção natural, genética, influenciada por fatores ambientais. Em Roma, pesquisadores católicos e laicos tentam conciliar fé e razão.

 

       “Começou, em Roma, uma conferência internacional em que será debatida a relação entre a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, e a fé.

       Na Universidade Gregoriana de Roma, um seminário internacional discute, 150 anos depois da publicação “A origem das espécies”, de Darwin. Pesquisadores católicos e laicos tentam conciliar fé e razão.

        No teto da Capela Sistina, os afrescos da criação, de Michelangelo. Deus dando vida a Adão e Eva.

       Teoria cristã para o início da humanidade. Charles Darwin, cientista inglês que nasceu há 200 anos, explicou o mundo de outra forma. Cada espécie descende de uma seleção natural, genética, influenciada por fatores ambientais.

      O homem e os macacos teriam uma origem comum. Se hoje a Igreja não o apoia, também não nega mais o seu trabalho.

      O cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé esclarece: “Nossa crença está na criação. Acreditamos que não importa como o que foi criado tenha evoluído, no fim das contas Deus é o criador de todas as coisas”.

            É justamente sob o pontificado de Bento XVI- papa ultra- conservador, que o tema é levado a debate. O sumo pontífice já havia revisto a teoria sobre o limbo, como destino das crianças não batizadas. Com a revisão, as crianças vão para o Céu, independentemente do fato de terem sido batizadas ou não.

        Estas são demonstrações de que a Igreja está buscando rever dogmas que antes eram considerados inalteráveis.

 

        Outra notícia, desta vez veiculada em várias mídias, diz respeito à criança de 9 anos que, estuprada pelo padrasto, encontrava-se grávida de gêmeos.

            A criança, legalmente amparada pelo Código Penal, pois, engravidara em conseqüência de estupro e ainda sua gravidez oferecia risco de vida, ia ter a gestação interrompida.

         Eis que o arcebispo de Olinda e Recife disse estar sendo cometido um “assassinato” e encarregou o advogado da Arquidiocese a oferecer ao Ministério Público de Pernambuco, denúncia contra a mãe da menina. Segundo o advogado, a mãe estava sendo orientada por entidades, para que o aborto fosse feito. E disse textualmente: “Essas organizações poderiam orientar e tentar ajudar a mãe o máximo possível para que a gravidez fosse levada adiante, até o momento de uma cesariana”. “É a lei de Deus, ‘não matarás’”.

 

 

        A gestação da criança de 9 anos, estuprada, foi interrompida  e após o ato consumado, o arcebispo excomungou a mãe da menina e os médicos.

 

        Uma mesma Igreja que se propõe a rever a origem do homem, diz, neste caso, que “a lei de Deus está acima de todas as coisas”. Creio que sendo assim a Inquisição deveria voltar e ser lançada à fogueira a menina, a mãe e toda a equipe médica, tão aberrantemente desumana é a posição da Igreja neste caso.

 

        Enquanto isso, o estuprador, em poucos anos estará livre leve e solto, se antes o ministro Gilmar Mendes não conceder um habeas corpus.

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