Educação


Ainda sobre a reprovação

 

         Mesmo com a aprovação continuada, para que o Brasil tivesse melhores índices, nas comparações com outros países, a redução das taxas de repetência, no ensino fundamental, entre 1999 e 2005, não tirou o país de uma situação incômoda: entre 150 nações comparadas, apenas Nepal, Suriname e 12 países africanos têm repetência maior.

O patamar é elevado quando confrontado com a média mundial (3%) ou mesmo com a África subsaariana (13%), região mais pobre do mundo.

        De qualquer forma, por um lado, a aprovação continuada faz com que o aluno não seja motivado para estudar e enfrentar uma prova que o qualificaria ou não para ir para uma série mais avançada.   Por outro lado, a reprovação só resulta em:

Desgaste

Professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), Ocimar Munhoz Alavarse diz que a taxa de reprovação é “alarmante”. “Com a repetência, a criança perde o convívio com os colegas e fica com a pecha de repetente. Isso só prejudica”, afirma.

“Após ser reprovado, o aluno tem de refazer o mesmo ano, no mesmo formato. A chance de ele aprender é pequena”, diz o coordenador-geral da ONG Ação Educativa, Sérgio Haddad.

A professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília) Regina Vinhaes Gracindo afirma que “em muitos países do mundo, como o Japão, nem existe repetência. A criança entra na turma da sua idade, e a escola precisa oferecer a aprendizagem“.

Para Gracindo, que é do Conselho Nacional de Educação, a repetência cairá com a melhora do ensino. “Isso requer docentes bem remunerados e melhores condições materiais.” Isto significa, obrigações para o Poder Público, que parece não ter interesse outro senão manter o “status quo”.

        Docentes bem remunerados já é um clamor público, bibliotecas, laboratórios nas escolas, são itens básicos para uma melhor qualidade de ensino, e são poucas as escolas que têm acesso a esse básico.

        Sem sequer atender a esses dois requisitos mínimos tudo que o ensino no Brasil apresenta é uma colocação no ranking dos piores do planeta.

        Até há pouco quando viajava para o exterior tinha um pouco de vergonha de falar que era do Brasil. Na minha última viagem não tive vergonha pois o Brasil está bem colocado entre os países  emergentes.

Será que algum dia vamos deixar de nos envergonhar de nosso ensino?

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Assim eles escrevem

 

 

         Não assisti ao Fantástico, mas, abri o G1 e me deparo com as seguintes situações:

“Alunos escrevem ‘acho’ com ‘X’ e professores, ‘trouxe’ com ‘SS’.
Mesmo com palavras escritas corretamente, textos não fazem sentido.

 O ano letivo está terminando. Enquanto o critério de aprovação automática é discutido, um estudo revela um festival de absurdos nas escolas. Alunos escrevem “acho” com “x” e professores, “trouxe” com “ss”.

A professora lê a redação de um aluno da sexta série. O desafio é decifrar o que está escrito: “izo” significa isso, “infonática” para informática, e “azente” para a gente.

A professora diz que o caso não é uma exceção entre seus alunos em uma escola municipal do Espírito Santo. “80% deles não têm a capacidade da leitura e da escrita e competências matemáticas para estar entre 5º e 8º série”, diz Wandréya Fernandes.

Alguns textos não fazem o menor sentido, mesmo com as palavras escritas corretamente. “Não tem coesão, eles não sabem estruturar um texto. É o analfabeto funcional”, diz o professor Marcos Von Rondon. 

        O aluno que não sabe ler e escrever, não vai saber interpretar um problema de matemática”, comenta Wandréya.

Uma professora de uma escola municipal do Rio de Janeiro apresentou uma pergunta de geometria. “Dou um desenho, dividido em oito partes e pergunto: cada uma destas partes representa que fração do retângulo? Ele simplesmente responde que sim. Ele não tem a compreensão do que está sendo pedido, é uma deficiência de leitura, de interpretação, que é geral,” explica Telma Alves.

Joelma Damasceno conta a história de um aluno. “Eu tive um aluno do terceiro ano do ensino médio que se formou e, depois de um ano, voltou e me pediu para eu dar reforço. Ele falou ‘professora eu fui fazer uma ficha em uma empresa e eu fiquei meia hora olhando para a ficha. Eu só coloquei meu nome e endereço, o resto eu não sabia preencher”.

 

        Outro absurdo foi a mãe que recebeu um recado da professora do filho e nele a professora tinha grafado “trouxe” com dois ss(trousse).

 

        A aprovação automática é uma das causas desta barbaridade. O Brasil, para deixar de figurar com altíssimos índices de analfabetismo, criou este factóide. Agora quase não temos mais analfabetos. Eles foram substituídos pelos analfabetos funcionais: lêm, mas, não têm a mínima compreensão do que leram. Haja visto o exemplo dado pela professora de ensino médio que foi procurada pelo ex-aluno que foi incapaz de preencher uma ficha de emprego só sabendo informar nome e endereço.

 

        A falta de qualificação dos professores, que nos últimos tempos, volta e meia leio que está sendo oferecido um curso para aprimoramento de sua capacitação é outro absurdo neste grande festival de absurdos que está sendo o ensino no Brasil.

 

O que fazer?

 

       

Educação e crianças de baixa renda.

 

        

        Moro no Morumbi, e estou cercada de escolas colocadas no ranking de melhores estabelecimentos de ensino. Uma delas é o Colégio Porto Seguro, geralmente colocada entre as 10 melhores. Não muito longe da minha casa também fica a favela Paraisópolis

 

        O colégio Porto Seguro, em suas instalações, fornece acesso aos mesmos laboratórios, professores, grade curricular, aulas de reforço, enfim tudo que seus alunos têm acesso, à exceção do aprendizado da língua alemã, a alunos da favela Paraisópolis. O dado estarrecedor é que as crianças provenientes da favela não têm o mesmo desempenho que os outros alunos do Colégio Porto Seguro, que desembolsam alta quantia, em troca de alta qualidade de ensino.

 

        Numa turma de 75 alunos do ensino médio, oriundos da favela de Paraisópolis, apenas uma dúzia entrou numa universidade e todas elas faculdades privadas. Essas mesmas crianças são assistidas pelo Hospital Albert Einstein, creio que o melhor do Brasil.

       

        Enquanto digeria esta informação, li que 30% do aprendizado de uma criança e adolescente viriam da sala de aula, e o restante ficava distribuída entre a escolaridade da família e o seu empenho na formação dos filhos, e a vivência cultural do indivíduo. Isto significa: acesso a livros, filmes, viagens, notícias.

       

 

        Não estava ainda recuperada do abalo que tal notícia me trouxe, quando recebo o e-mail da minha filha Patrícia, que nem é educadora, mas vem acompanhando minhas reflexões e este dizia o seguinte:

Cérebro de crianças pobres tende a ter desempenho pior, diz estudo

O cérebro de crianças pobres tende a ter um desempenho pior do que o de crianças ricas e parece ter sofrido danos, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley que será publicado na revista especializada “Journal of Cognitive Neuroscience”.

 O estudo analisou eletroencefalogramas de 26 crianças entre nove e dez anos de idade, metade delas de famílias de baixa renda e a outra metade de famílias de renda alta, e concluiu que o córtex pré-frontal – a parte do cérebro que é crítica para a solução de problemas e criatividade – de crianças pobres apresenta menor atividade do que o de crianças ricas, diante dos mesmos estímulos

 “As crianças de nível sócio econômico mais baixo mostram padrões de fisiologia cerebral semelhantes aos de alguém que sofreu danos no lóbulo frontal já quando adulto”, diz Robert Knight, diretor do Instituto de Neurosciência Helen Wills, da universidade americana.

 

 Para Knight, a descoberta é um chamado. “Não se trata apenas de as crianças serem pobres e mais propensas a ter problemas de saúde, mas elas podem não estar desenvolvendo seus cérebros plenamente por causa de ambientes estressantes e relativamente empobrecidos associados à baixa renda: menos livros, menos leitura, menos jogos e menos visitas a museus.”

        Em suma, isto tudo significa que o pior desempenho ocorre por falta de estimulação. Uma das soluções encontradas pelo Colégio Porto Seguro foi oferecer para os pais dos alunos, cursos supletivos, tanto de ensino fundamental quanto de ensino médio. Isto significa, mais estímulo para os filhos.

        Minha irmã, que mora em Brasília e também não é educadora, e nem funcionária pública, auxiliou o filho de sua empregada da seguinte forma: o menino tinha baixas notas escolares e parecia estar indo pelo caminho do analfabetismo funcional. Ela passou a comprar livros e mandar para o menino, para que ele lesse, e depois contasse para a mãe o que tinha lido. Depois de comprar alguns exemplares eles começaram a pesar no bolso, então, minha irmã recorreu a amigas que davam a ela os livros que os filhos já tivessem lido. Assim, de livro em livro que o menino lia, suas notas foram melhorando e minha irmã acha que agora ele está com um bom desempenho escolar. Agora prepara-se para dar um computador ao menino, se é que já não o deu.

        O Colégio Porto Seguro encontrou uma forma de estimular as crianças provindas de famílias de baixa renda, minha irmã encontrou outro caminho. Esses dois exemplos são muito próximos de mim, mas deve haver muitos que desconheço e me dá esperanças que a pobreza, não seja determinante para a reprodução do estigma: pais não escolarizados, produzirão filhos não escolarizados.

Será isto uma utopia?

 

 

 

 

 

                                                                   Reflexões

 

 

          “Esse tipo de discussão vai longe. Por onde começar?

Eu realizo um trabalho voluntário de atendimento psicológico para crianças carentes, muitas vezes paupérrimas, e existe um dado em comum a quase todas. Nessa população a organização social é confusa, parece até não estabelecida, porque essa população tenta todos os dias sobreviver do jeito que dá. São famílias sem estrutura, que irmãos “educam” irmãos, de mães batalhadoras, esforçadas, mas sozinhas para dar um mínimo de ordem social dentro da família.

Na maioria dos casos as histórias são recheadas de abandonos, maus tratos e criminalidade.

Com tal estrutura social, como uma criança vai conseguir entender a necessidade de aprender, de comportar-se, de seguir regras se com quem e como vive é uma sobrevivência só.

Por isso acredito que a dificuldade da população carente valorizar a escola o aprendizado também está enraizado em questão sociais básicas.

Maslow colocava que primeiro o ser humano precisa ter suas necessidades básicas satisfeitas para, a partir desse ponto, evoluir para um padrão em que se começa uma busca pela satisfação de necessidades existenciais. A população carente não tem as necessidades básicas satisfeitas.

Parece uma encruzilhada, mas acredito que o modelo social também deve ser atacado para dar condições a essas crianças a acreditarem que a educação fará diferença em suas vidas.”

 

 

        Este comentário foi feito pela minha filha, no post: Educação- um exemplo a não ser seguido, a propósito das altas taxas de evasão e reprovação em São Paulo, o estado mais rico da Federação.

 

        Depois de meditar sobre o seu comentário durante dois dias acabei por encontrar algumas soluções. Se os alunos não vissem a escola apenas como um ambiente que lhes cobra conteúdos, mas também como um espaço lúdico, talvez fossem atraídos para ela. O que chamo de espaço lúdico seria a implantação de “escolinhas” de esporte, de música, que tanto podem ser instrumentais, como simples corais, como há diversos projetos bem sucedidos,  oficinas de artes de um modo geral, dentro das próprias escolas. Os alunos, em horários outros, que não do escolar, voltariam a ela, receberiam um robusto lanche, e se dedicariam ao que mais lhes atraísse. Atrelado ao espaço lúdico poderia haver aulas de reforço e talvez até um pequeno período em que as crianças seriam acompanhadas no desempenho das tarefas escolares. Tais crianças, num universo bastante grande, não têm a mínima condição de fazer em casa as tarefas chamadas de “lição de casa”. As próprias casas em que vivem na maior parte das vezes têm quarto , cozinha e banheiro. Não há nem ao menos, por condições espaciais, local para dedicar-se a isso.

 

        Todas as mães que têm filhos em idade escolar, que conheço, auxiliam seus filhos nas lições de casa. As crianças sobre as quais estava falando, não têm quem as auxilie, por falta de tempo, ou escolaridade.  Assim, é imperioso que outros prestem ajuda às crianças.

 

        As alegações de que não há verbas para custear outros professores, talvez pudessem ser solucionadas através de serviço voluntário. Contudo isto esbarra na burocracia, que provavelmente não permitiria o acesso de voluntários. Mais um entrave a ser superado, não sei como juridicamente, mas apenas apresento como produto de reflexão .

 

        Há mais de vinte anos trabalhei, por curto período, num hospital público infantil. Como brincar com crianças não é meu forte e periodicamente havia reunião com as mães, perguntei se  poderia conversar isoladamente com estas mães. Há não muito tempo tinha saído de um processo de profundo sofrimento e através dele vi que poderia dar minha contribuição para amenizar dores alheias. Sei que se tivesse podido conversar com as mães ajudaria, nem que fosse a uma só, a encontrar soluções para problemas que tivessem enfrentando. Minha oferta de conversar com as mães foi recusada por eu não ser uma profissional de saúde. Tenho certeza que as mães saíram perdendo por não poderem ter alguém que se dispusesse a ouvi-las, talvez a orientar, ou ao menos ouvir palavras de algum consolo.

 

        São entraves burocráticos, como esse que impedem um auxílio. Voluntários, dispostos a dar o melhor de si, poderia ser uma luz neste túnel com tão fraca iluminação, buscando uma saída para melhorar a educação.

 

Relato de uma Professora de Matemática, no Brasil:

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58.

Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas.

A balconista pegou o dinheiro e ficou  olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se  convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Ficou com lágrimas nos olhos  enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem  entender.

Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do  ensino de matemática desde 1960, que foi assim:

1. Ensino de  matemática em 1960:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$  100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de  venda .
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um  cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção  desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.
Qual é o  lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um  carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$  80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de  lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro  de lenha é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o  lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00  ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em  2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo  de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está  certo?
( )SIM ( )  NÃO

6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um  carro de lenha por R$100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler coloque um ‘X’ no R$ 20,00.
( )R$ 20,00  ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

                        Isto me foi passado pela Luma:

                        http://luzdeluma.blogspot.com

                        http://luzdeluma.wordpress.com

            Depois de ter estudado interna durante quatro anos, em 1950, entrei numa escola pública. Lá só estudava “La crème de La crème” dos alunos que realmente se dispunham a estudar e muito. Entrar no Colégio Estadual Presidente Roosevelt era como passar na FUVEST. Meu marido, que na ocasião, morava no interior, conhecia a fama do colégio. A escola realmente era a melhor, mas naquela época todas as escolas públicas o eram. Os anos se passaram e a escola pública começou a degringolar. A ditadura militar acabou  por levá-las a falência. Não era interessante para o governo que o povo pensasse. O governo militar encerrou-se há mais de duas décadas, mas, em matéria de ensino o Brasil parece só retroceder, conforme a exposição do relato de uma professora de matemática. Aonde esta situação irá nos conduzir?

  

 

 

 

 

Educação- Um exemplo a não ser seguido

 

 

            Com tristeza li hoje nos jornais que os índices de evasão e repetência crescem em toda São Paulo. Isto significa que mais crianças e adolescentes irão para a rua, engrossando as estatísticas de analfabetismo funcional, delinqüência, drogados, e/ou colocados a serviço da droga, culminando, muitas vezes em mortes.

 

            Compilados os índices, buscaram-se as causas, e esta bússola apontou como causa a falta de investimento governamental nas escolas, além de ser considerado o pior problema a baixa remuneração dos professores. Numa época em que o maior aliado do ensino de boa qualidade é o uso de alta tecnologia, como poderão professores mal remunerados fazê-lo se nem ao menos podem ter acesso a ele, em função do orçamento que, via de regra, só cobre as despesas de sobrevivência?

 

            Também é apontado como causa a burocracia de tudo que envolva gastos. Na escola privada o vidro quebrado é imediatamente trocado, mas na escola pública muita papelada tem que correr até que o vidraceiro faça seu serviço.

 

            O que torna ainda pior a notícia é que isso se passa no estado mais rico da Federação. Há muito me pergunto o porquê de, até a pouco, São Paulo ser o estado que pagava os mais baixos salários de delegados. Sei que o Estado paga um salário mínimo maior que outros, e se não estiver errada seus professores têm uma remuneração menos aviltante que em outras regiões, mas assim mesmo assim são baixos os níveis salariais dos professores  da rede pública.

 

            Os alunos da rede pública têm baixa estima, por sua situação financeira carente, pelos problemas domésticos que muitas vezes vivenciam, e por um sem número de causas. Deveriam enxergar no professor uma figura que devessem respeitar, não só por seus saberes, mas ,sobretudo, alguém em quem   não vissem a reprodução do que os leva a baixa estima. Lastimavelmente eles sabem que seu professor é vergonhosamente remunerado, tornando-se então uma reprodução do modelo que abominam. Não será a este professor que ele irá respeitar. Começa então um dos elos da cadeia de razões que leva a evasão e repetência.

   

educacao

Sobre educação

 

 

        Tive interesse sobre o tema, pela primeira vez, quando fiz Licenciatura em História. Acompanhava tudo o que era escrito sobre o tema, fiz clippings, rodeei-me de alguma bibliografia a respeito. Bem, quando tive que passar para a parte prática, abandonei o curso. Teria que, ao final do curso, dar uma aula e isto estava acima da minha capacidade. Hoje, para dar uma boa aula é preciso que o conteúdo seja transmitido de forma interdisciplinar, acompanhado de muito uso de hi-tech. Não sabia manejar nem uma e nem outra ferramenta. Nasci em finais de l930 e pode não ser uma desculpa aceitável, mas, mal sei lidar com o computador. Tenho um celular que se limita a dar e receber telefonemas, além de algumas coisas básicas que só aprendi porque meu filho está por aqui. Agora, todos os dias, ponho em Lembretes a hora que devo desligar o aquecedor. Aprendi com ele.  Desta forma, como dá para ver, não tinha como saber usar recursos hi- tec, para dar uma aula.

 

        Acabei colocando um ponto final nas minhas incipientes excursões pela educação.

 

        Publiquei, outro dia, um post intitulado “Crime e castigo” e nas minhas reflexões vi o peso que tinha a educação para afastar jovens e adolescentes da delinqüência. Passados alguns dias o tema “educação” passou a me interessar novamente. Levantei alguns estudos e o tema passou a freqüentar meu cérebro várias vezes no decorrer do dia. Assim, resolvi retomar um interesse despertado quando estudava, e vou passar a buscar exemplos bem sucedidos, como tema das minhas próximas reflexões.