O crime compensa. Para os do colarinho branco, tipo Daniel Dantas, Salvatore Cacciolla, e outros da mesma envergadura. O último estava preso em Mônaco, muito chique, não é? Além de ser prisão cinco estrelas, ainda tinha uma vista privilegiada. Não queria de jeito algum, ser entregue ao Brasil.

 

        Mas, tirando estes criminosos de grosso calibre, cometer crimes, com perdão do trocadilho, são uma grande roubada.

 

        Outro dia, eram 7,40, estava indo para a academia, quando vi na minha rua várias viaturas policiais e um bando de policiais. Perguntei a um deles o que estava acontecendo e fui informada que tinha havido uma tentativa de assalto, mas que eles já estavam presos. Vi ao seu lado, com as mãos para trás e com algemas, um rapazote minguado e franzino, com uma calça jeans surradinha, uma camiseta verde meio desbotadinha e sandálias havaianas.

 

        Depois uma amiga me contou que quando a empregada chegou, ouviu vozes no quintal, e muito espertinha, pediu para o guardinha da guarita que chamasse a polícia. Esta, com o portão aberto pela empregada, entrou e rendeu os assaltantes.

 

        Crimezinho pé-de chinelo e autores do delito ídem. Onde já se viu ficar batendo papo? Os frustados assaltantes devem ter levado muito ponta-pé enquanto estavam na viatura a caminho da delegacia. Os policiais que dizem “bandido bom é bandido morto” não devem ter deixado passar impunemente a audácia dos delinqüentes de desafiar esta ilustre corporação.

 

        Estatísticas demonstram o alto número de jovens mortos. Faz parte desta estatística fúnebre um grande número de assassinatos, cometidos entre os próprios criminosos, especialmente na guerra pelo comando do tráfico, e as mortes por policiais.

 

        Tenho visto várias vezes na TV criminosos serem presos e todos eles estão longe de ter uma aparência de endinheirados. Também, vamos calcular: o produto do roubo precisa ser dividido. O que foi apurado tem que ser vendido e aí entra a figura do receptador. Este, que não é bobo, deve pagar uma mixaria. A profissão exige alguns investimentos como armas e munição. As primeiras não devem representar muito capital porque geralmente são frutos de roubo ou compradas a preço de banana. A munição, entretanto, acho eu, já que não sou do ramo, precisa ser comprada e de grão em grão, o negócio vai ficando cada vez menos lucrativo.  Uma prova de que o negócio não deve ser muito rentável é que geralmente os bandidos moram em favelas. Assim, não moram bem, não se vestem bem e não sei se comem bem. O rapazote algemado que vi, não tinha ares de ser muito bem nutrido.

 

        Moral da história: o crime compensa, mas só para quem não é pé de chinelo. Estes, coitados, vão apodrecer nestas nossas cadeias, bem piores do que o inferno descrito por Dante . A eles não resta nem a esperança de que o ministro Gilmar Dantas conceda um habeas corpus. Não precisam contribuir para a Previdência, como autônomos, porque, geralmente, morrem cedo. Alguém já viu um bandido de cabecinha branca? É bom pensar bem antes de enveredar pelo crime.

 

        Só os gladiadores romanos é que diziam: Ave Cesar, aqueles que vão morrer te saúdam.   

Anúncios

 

 

 

 

      Jamais imaginei que algum dia teria coragem de escrever algo sobre o polêmico Clodovil. Quando soube da expressiva votação que ele recebera, achei que os que tinham votado nele o fizeram por puro deboche.

 

       

        Tive que mudar de opinião depois que li crônicas do imortal de fardão, Carlos Heitor Cony, e do cronista e escritor, genial, Ruy Castro.

 

 

         Ruy Castro teceu alguns comentários sobre uma entrevista que fez com ele para a revista Playboy. Alguns lances ocorridos durante a entrevista, foram realmente hilariantes, para dizer o mínimo, mas     o cronista termina sua coluna dizendo que tinha sido o melhor entrevistado que já tivera.

 

 

        Carlos Heitor Cony fala da cultura revelada por Clodovil sobre a História do Brasil, na virada do século XVIII para o XIX “incluindo a tentativa da criação do Estado do Triângulo Mineiro, que colocou aquela Província em litígio com a corte de dom João 6º”. Ao final da crônica diz que para o tipo que Clodovil tinha sido, lhe dava 10.

 

 

        Falar em erudição  aliado ao nome Clodovil, jamais pensei pudesse acontecer. Mas aconteceu. Na véspera do dia de seu AVC tinha lido que ele pensava em se candidatar para o Senado e para isto tinha contratado um professor da USP para dar-lhe aulas de política. Contudo, não se lembrava do nome do professor. Quando li a pequena notícia achei que isto condizia bem com sua pessoa e sua ausência de cultura. Pelo visto mais um ledo engano.

 

 

        Vi o polêmico estilista, apresentador de televisão, decorador, político, a vivo e a cores há mais de 30 anos. Naquela época ia com freqüência ao hotel Delphin no Guarujá e numa dessas vezes, Clodovil também estava hospedado lá. Quando ia ao restaurante e ele estava lá, tinha vontade de me enfiar debaixo das mesas, com medo que ele me falasse: “Ai cafona”. Nunca o fui, mas sabe-se lá quais os critérios dele.

 

        José Simão, que também não deixa passar uma, em sua coluna escreveu que Clodovil falou para São Pedro: “O cajado ainda vai, mas essa bata tá muito démodé. Ainda mais, que quando Clô chegou ao céu falou: “Ô lugarzinho cafona. Vamos redecorar.”

 

        Do estilista, político, e outras, dava para esperar qualquer coisa. Daí o meu receio em trombar com ele no restaurante do hotel.

 

        Essa não foi a única vez que fiquei com medo de famosos acostumados a dizerem tudo que querem. Também há muitos anos, fui assistir a um show de Elis Regina, a “pimentinha”. Como sempre fui de dormir muito cedo, uma hora, durante o show, dei uma leve cabeceada de sono. Acho que fechei os olhos. Logo que o abri, fiquei morta de medo que ela falasse: “Você aí, se está com sono, vai dormir em casa.”

 

        Bem, no frigir dos ovos, o polêmico Clodovil Hernandez, que uma vez me assustou, se foi, mas que deixou sua marca, construída ao longo dos anos, isto deixou.

 

       

               

 

 

 

 

        Não vou entrar no mérito desse caso de horror mas só manifestar-me a respeito da estranheza desse caso.

 

        Se a filha agora tem 42 anos, quando ela sumiu tinha 18. Ninguém questionou este desaparecimento? Será que ela não tinha mãe ou irmãos? Aos parentes e vizinhos até pode ter sido inventada uma boa história, mas e quanto aos mais próximos? É possível que ela não tivesse mãe ou irmãos, mas, para mim, a dúvida ainda permanece.

 

 

        Há também que se considerar a logística. Quem fazia o supermercado ou a preparação da comida? Alguma coisa tinha que ser feita para alimentar 8 bocas. Supondo-se que o pai morasse sozinho, não causaria em ninguém alguma estranheza o volume de compras?

 

        Não dá para esquecer que todo o episódio durou quase ¼ de século.

 

        Todos os partos dela eram feitos sozinhos, como de índias? Alguém precisava cortar o cordão umbilical e se o pai fazia isso, significava que na hora do parto ele estava lá. Mas, parto não tem data, nem hora marcados.

 

        Crianças ficam doentes com muita freqüência e como os filhos-netos não tinham acesso a médicos, hospitais etc.? Uma das crianças veio a morrer por falta de assistência médica, mas, só uma criança ficou doente?

 

        Há também a questão das roupas. Considerando, numa absurda hipótese, que vivessem despidos, no inverno teriam que estar agasalhados, ou será que o austríaco instalou um sistema de calefação tão poderoso que mesmo no mais rigoroso inverno não precisavam de agasalho? Ocorre que recém nascido necessita estar vestido porque o corpo deles não produz calor. Assim, roupas também precisavam ser compradas. Tudo isto o monstro austríaco, providenciava sozinho?

 

        Andei pensando também que era impossível vizinhos não suspeitarem de nada. Mas, vendo como as casas do meu bairro parecem bunkers, até achei que seria viável as coisas acontecerem dentro de casa e ninguém ver nada.

 

        A relação das coisas inexplicadas não se esgota aqui, mas por que será que ninguém fala nada sobre isto?

                .

 

 

         Creio ser este o mais hediondo dos crimes. Entretanto, parece que frente ao número cada vez maior desse crime, ele está se banalizando. Pelo menos é o que se deduz frente a veiculação de que,  em  pelo menos três decisões judiciais, desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, reduziram a pena a que foram condenados réus acusados de pedofilia. (Folha de São Paulo, Cotidiano 1, 14/03/2009)

 

 

        Em 2006, um pedófilo, que tinha perpetrado tal crime contra quatro menores, duas de 9, uma de 10 e outra de 13 anos, teve a pena reduzida de 17 anos e seis meses para seis anos e três meses de prisão.

 

 

        Em 2005 a pena do acusado foi reduzida de 9 anos, para 2 anos. Entre outros pontos a sentença disse textualmente: o “dano psicológico da vítima não foi tão intenso, tão marcante que determinasse, repito, uma reprimenda perigosa”. Disse ainda que o “alarde” dos pais produziu mais danos à vítima do que os fatos.

 

 

         Há ainda outro julgamento, em 2008, reduzindo até 2/3 da pena, no caso de uma menina, violentada pelo próprio pai. A justificativa é de que como o ato carnal não tinha sido consumado, ocorrera apenas “tentativa”, porque tinha havido apenas toques.

 

 

 

        Outro dia, falando a propósito da excomunhão, no caso da menina de 9 anos, me vi falando: “a Igreja apóia a pedofilia”. Achei que tinha ido longe demais ao fazer tal afirmativa, mas eis que, em outro caderno do jornal(ilustrada), no mesmo dia, o médico Dráusio Varela assim se expressou: “Porque cobrar a excomunhão do padrasto estuprador, quando os católicos sempre silenciaram diante dos abusos sexuais contra meninos, perpetrados nos cantos das sacristias e dos colégios religiosos? Além da transferência para outras paróquias, qual a sanção aplicada contra os atos criminosos desses padres, que nós, ex- alunos de colégios católicos testemunhamos”.

 

 

        A Igreja sempre silenciou nestes casos e, conforme escreveu o pe. Antonio Vieira “a omissão é um crime que se faz não fazendo”.

 

        Não é intuito deste texto atacar a Igreja, mas o ataque foi na trilha  do comentário sobre o que parece ser a banalização de tão hediondo crime. Aliás, considero todos os crimes sexuais hediondos. No festejado livro “ O caçador de pipas” , Amir, o garoto rico, vê seu amigo Hassan, sendo estuprado e nada faz. Quando li esta cena fechei o livro e só fui reabri-lo seis meses depois.

 

        Quando advogava, fui procurada por uma senhora, que pretendia que eu entrasse com uma ação revisional no caso de seu marido, preso por estupro. Mandei que ela voltasse outro dia porque tinha que consultar os autos. Li o processo e fiquei enojada. Quando ela voltou ao escritório disse que não podia pegar o caso.

        Não me lembro de maiores detalhes, só da minha colega, dona do escritório, dizendo que o advogado não podia se recusar a fazer a defesa. Disse a ela que se tivesse duas filhas, como eu, não pegaria tal caso. Agora vejo que não foi só porque eu tenho filhas que aquela foi minha posição.

 

        Tais crimes são revoltantes e a pedofilia é um crime monstruoso, e assim também o são os membros do judiciário dos casos que citei acima. Não é possível que esta violência terrível possa vir a ser banalizada, como parece estar ocorrendo.

 

Será que vamos assistir a isso de braços cruzados?

 

 

 

        A primeira notícia foi veiculada no Jornal Nacional. É a que se segue:

 

VATICANO DEBATE RELAÇÃO  ENTRE A  FÉ E A TEORIA DE  DARWIM

 

                                               

       A Teoria da Evolução diz que cada espécie descende de uma seleção natural, genética, influenciada por fatores ambientais. Em Roma, pesquisadores católicos e laicos tentam conciliar fé e razão.

 

       “Começou, em Roma, uma conferência internacional em que será debatida a relação entre a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, e a fé.

       Na Universidade Gregoriana de Roma, um seminário internacional discute, 150 anos depois da publicação “A origem das espécies”, de Darwin. Pesquisadores católicos e laicos tentam conciliar fé e razão.

        No teto da Capela Sistina, os afrescos da criação, de Michelangelo. Deus dando vida a Adão e Eva.

       Teoria cristã para o início da humanidade. Charles Darwin, cientista inglês que nasceu há 200 anos, explicou o mundo de outra forma. Cada espécie descende de uma seleção natural, genética, influenciada por fatores ambientais.

      O homem e os macacos teriam uma origem comum. Se hoje a Igreja não o apoia, também não nega mais o seu trabalho.

      O cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé esclarece: “Nossa crença está na criação. Acreditamos que não importa como o que foi criado tenha evoluído, no fim das contas Deus é o criador de todas as coisas”.

            É justamente sob o pontificado de Bento XVI- papa ultra- conservador, que o tema é levado a debate. O sumo pontífice já havia revisto a teoria sobre o limbo, como destino das crianças não batizadas. Com a revisão, as crianças vão para o Céu, independentemente do fato de terem sido batizadas ou não.

        Estas são demonstrações de que a Igreja está buscando rever dogmas que antes eram considerados inalteráveis.

 

        Outra notícia, desta vez veiculada em várias mídias, diz respeito à criança de 9 anos que, estuprada pelo padrasto, encontrava-se grávida de gêmeos.

            A criança, legalmente amparada pelo Código Penal, pois, engravidara em conseqüência de estupro e ainda sua gravidez oferecia risco de vida, ia ter a gestação interrompida.

         Eis que o arcebispo de Olinda e Recife disse estar sendo cometido um “assassinato” e encarregou o advogado da Arquidiocese a oferecer ao Ministério Público de Pernambuco, denúncia contra a mãe da menina. Segundo o advogado, a mãe estava sendo orientada por entidades, para que o aborto fosse feito. E disse textualmente: “Essas organizações poderiam orientar e tentar ajudar a mãe o máximo possível para que a gravidez fosse levada adiante, até o momento de uma cesariana”. “É a lei de Deus, ‘não matarás’”.

 

 

        A gestação da criança de 9 anos, estuprada, foi interrompida  e após o ato consumado, o arcebispo excomungou a mãe da menina e os médicos.

 

        Uma mesma Igreja que se propõe a rever a origem do homem, diz, neste caso, que “a lei de Deus está acima de todas as coisas”. Creio que sendo assim a Inquisição deveria voltar e ser lançada à fogueira a menina, a mãe e toda a equipe médica, tão aberrantemente desumana é a posição da Igreja neste caso.

 

        Enquanto isso, o estuprador, em poucos anos estará livre leve e solto, se antes o ministro Gilmar Mendes não conceder um habeas corpus.

 

 

        Havia uma aldeia indígena chamada PAC.  O mundo dos cara-pálidas estava em crise, mas nesta aldeia indígena eles nem sabiam o que era isso. Continuavam com suas riquezas e seus desmandos porque, afinal, ninguém é de ferro.

             

        No dia 04/03/2009 precisavam escolher um novo cacique. O antigo tinha sido destituído porque era muito safado e tinha colocado a mão no dinheiro da tribo e construído luxuosas tabas, não prestava contas a sua tribo do que fazia com as oferendas que ficavam a seu dispor, para distribuir na aldeia, e outras safadezas, que ele sempre negava.

 

        Apresentaram-se como candidatos a cacique do PAC, um indígena macho e uma fêmea. Tratava-se de uma tribo aculturada e até lá já tinham chegado a igualdade de direitos femininos. Um dos candidatos a cacique chamava-se Collor e a fêmea, Ideli.

 

        O candidato Collor já tinha sido um figurão na tribo, mas tinha sido deposto do cargo, pela primeira vez naquela aldeia, também por safadeza.

 

        Mas os anos tinham se passado e como os indígenas têm memória curta, ou fingem que tem, quando lhes convém, o cacique Collor apresentou-se como candidato.

 

        Escolado, o candidato abriu um leilão. Oferecia percentuais das riquezas que ia fiscalizar, e que ele já sabia como usar a seu favor, e assim, o martelo do leiloeiro da tribo ia encerrando os lances. A outra candidata não tinha tantos anos de estrada e acabou sendo vencida.

 

        Assim, Collor foi nomeado cacique, também com funções de  presidir a comissão que ia fiscalizar a aldeia.

 

        No mundo dos cara-pálidas tinha um jornalista que usava muito este bordão:

 

Isto é uma vergonha!

 

        Mas é assim que se passam as coisas naquela aldeia.

 

 

        Quando o presidente Barack  Obama foi empossado o mundo assistiu o espetáculo de um Estados Unidos emocionado, e esta emoção derramando-se por outras partes do mundo.

 

        O então Barack Obama, desde as prévias, já suscitava  partidários quase que tomados de fervor. Em Junho do ano passado, ainda ocasião das prévias, estava em Veneza e conversei longamente com um casal norte americano de meia idade, acompanhados da mãe do sr. O casal manifestava-se entusiasticamente a favor de Obama, e bania a hipótese de Hillary Clinton ser a escolhida pelos democratas. Só a mãe, senhora de mais idade, dizia ter receio da pouca idade do candidato. Àquela época a economia dos Estados Unidos não estava muito bem, mas não tão péssima quanto agora. Eu já torcia pelo jovem Obama, só lamentava suas declarações de que continuaria com a política de subsídios agrícolas, ou seja, o milho, do qual os norte americanos utilizam para produzir combustível alternativo continuaria sendo subsidiado, não dando espaço para a importação do nosso etanol, produzido a partir da cana.

 

        Pois bem, o nosso jovem presidente Obama  foi empossado em  finais de janeiro e um mês depois os catastrofistas de plantão começaram a dizer que ele ainda não tinha dito a que viera. Cheguei a ver uma manchete de jornal denominando-o, irônicamente, de presidente Robin Hood, por algumas medidas que iria tomar.

 

        Não li a matéria, pois, a manchete parecia puro deboche, e recusava-me a compactuar com tal posição.

 

        Pouco depois vinha a público as medidas que Obama implantaria, e mostrando a que veio, medidas realmente ousadas para a conservadora e direitista política dos EUA.

 

        Alguma das medidas são: imposto para a fatia mais rica da população. Aqui no Brasil, de vez em quando, vem a tona um projeto para a maior taxação de grandes heranças, mas, fica só no projeto. Nos EUA, com toda certeza não ficará no papel, e os impostos serão aumentados para os 2% da população mais rica. Além da alta para esta fatia da população, também para as empresas poluidoras. Isto no país que se recusou a assinar o protocolo de Kyoto. Os subsídios agrícolas também serão reduzidos. Será que nosso etanol poderá então expandir suas fronteiras?

       

        O que parecia impossível, a presença do Estado na iniciativa privada, como é o caso do Citybank e desde ontem, da empresa seguradora AIG. O governo agora detém 36%do capital do Citybank e alto percentual da seguradora. Como diz o presidente, não se trata de “ajudar” os bancos e sim “pessoas”.

 

        Agora, finda a era paranóica ou belicista do presidente Bush, é marcada para 2011 a saída do último soldado americano do Iraque.

 

        Estavam certos os americanos e grande parte da população mundial quando efusivamente saudaram a posse do jovem Barack Obama.

 

         Que suas medidas, e outras que virá a tomar, auxiliem o mundo a sair desta crise que se alastrou por todos os continentes, causando para muitos sérios danos e sofrimentos.